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Análise Ambiental e a SWOT

O mundo, gradualmente, está se tornado cada vez mais globalizado e isso tem propiciado o desenvolvimento de uma forte conexão na qual um evento – seja ele político, econômico, ambiental, comportamental etc. – pode afetar a realidade de todos. Um exemplo disso é a pandemia causada pelo Coronavírus, que começou no interior da China e em um piscar de olhos imobilizou todo o resto do planeta.

Dessa forma, todo negócio deve permanecer atento e analisar constantemente o ambiente em que está inserido para entender melhor como os fatores internos, em conjunto com os externos, podem influenciar o desempenho da organização. Isso oferece ao gestor, além de um panorama realista do posicionamento da empresa, a possibilidade de prever situações e se antecipar a elas. Um exemplo de ferramenta muito útil (e que foi usada como base para construção desse conteúdo) é a SWOT, ou FOFA em português.

Mas afinal, o que é a Análise Ambiental?

Ela pode ser entendida como o ato de se compreender o entorno das organizações e é importante para o desenvolvimento de uma boa gestão. Seu foco é no levantamento de dados suficientes para viabilizar uma análise dos ambientes – interno e externo – e, dessa forma, possibilitar o entendimento sobre o atual posicionamento da empresa no mercado, além de favorecer a criação de cenários e projeções seguras sobre possíveis situações e quadros econômicos futuros.

Como dito anteriormente, uma ferramenta comumente utilizada para a realização de uma Análise Ambiental é a matriz SWOT:

  • O “S” significa Strengths (Forças), e diz respeito aos diferenciais e características internas da companhia que oferecem vantagens sobre os concorrentes;
  • O “W” significa Weaknesses (Fraquezas), e trata das deficiências e problemas internos da empresa os quais a colocam um passo atrás da concorrência;
  • O “O” significa Opportunities (Oportunidades), e aborda os fatores, situações e brechas positivas e favoráveis oferecidas pelo mercado que podem ser aproveitadas para o desenvolvimento e crescimento do negócio;
  • O “T” significa Threats (Ameaças), e fala sobre os fatores, situações e cenários negativos e desfavoráveis para a empresa – deve-se estar atento às ameaças, pois podem comprometer o planejamento e minar os resultados;

Mas o que são os ambientes, interno e externo, e como se relacionam com o SWOT? Em resumo, pode-se considerar que eles são as duas grandes macroáreas que englobam os critérios de força, fraqueza, oportunidade e ameaça propostos anteriormente.

O ambiente interno é referente àquilo que se encontra ao alcance da empresa e que ela tem autonomia para controlar e gerenciar como, por exemplo: os próprios funcionários, a rede de fornecedores, a gama de clientes, o produto oferecido etc. É dentro dessa macroárea que se encontram os critérios S e W e, por isso, são passíveis de serem gerenciados, trabalhados e melhorados – as forças da empresas podem e devem ser melhor utilizadas e estruturadas visando um determinado resultado; já as fraquezas devem, com certeza, ser identificadas para que sejam consertadas a fim de fortalecer a empresa.

Já o externo diz respeito aos fatores e variáveis que estão além do escopo gerenciável pela companhia como, por exemplo: as tendências do mercado, a economia, o clima, a política, o surgimento de crises etc. Dentro dessa macroárea estão os critérios O e T, os quais não podem ser diretamente controlados pela organização, uma vez que são gerados por variáveis externas como as citadas previamente – as oportunidades devem ser mapeadas e identificadas para que possam ser melhor aproveitadas e propiciar o crescimento do negócio; já as ameaças também devem ser identificadas mas com o objetivo de permitir que a empresa possa se resguardar e amenizar, ou até eliminar, as consequências.

Como realizar?

A utilização da matriz SWOT já traz consigo, automaticamente, uma simplificação do processo, visto que a proposta da ferramenta é a utilização de uma espécie de mapa mental somado à reflexão e investigação – tudo o que se precisa é de uma planilha dividida em quatro quadrantes nos quais serão inseridas informações relativas a cada critério. Com essa estrutura em mãos, vamos à duas etapas:

  1. Levante e classifique informações

Esse é o momento de ser honesto, refletir e investigar para recolher o maior número de informações possíveis relacionadas aos critérios SWOT. Busque listar todos os pontos fortes e características positivas que definem suas principais vantagens competitivas, além de, é claro, pontuar todas as desvantagens e fragilidades que acometem seu negócio – e lembre-se, é importante ser verdadeiro para que o método funcione bem. Levante, também, dados sobre os aspectos externos importantes, tanto os que que são positivos e que (somados às forças) podem configurar uma oportunidade de crescimento e melhoria, quanto os que podem afetar negativamente a companhia comprometendo-a e colocando-a em risco.

É válido lembrar que, durante ou após esse momento de brainstorm e investigação, os dados obtidos devem ser devidamente classificados dentro dos quatro índices (strengths, weaknesses, opportunities e threats) e das duas macroáreas (interna e externa) para uma melhor visualização, entendimento e discussão.

  • Cruze os dados e extraia suas conclusões

Uma vez com as informações devidamente classificadas em mãos, é hora de pensar como um elemento pode se relacionar com o outro e, em cima dessas conclusões, criar as estratégias, os planos de ações e usar como embasamento para a tomada de decisões mais precisas.
 

Discuta como as forças da sua empresa podem te auxiliar a usufruir melhor das oportunidades, ou como esses pontos positivos podem te ajudar a se preparar, enfrentar e superar as ameaças mapeadas. Pense como as fraquezas podem obstruir o caminho e impedi-lo de aproveitar uma brecha deixada pela concorrência, ou como elas deixam a companhia ainda mais vulnerável às adversidades previstas. Entenda como as forças podem te ajudar a amenizar as fraquezas, e como as fraquezas fragilizam as suas forças.

Seja criativo o suficiente e conseguirá extrair inúmeras ideias e estratégias desse processo.

Quais os benefícios?

A análise ambiental é muito versátil e pode atender diversas situações. Como visto no decorrer do texto, ela permite criar projeções de cenários, o que auxilia no momento de definir a estratégia e/ou o plano de ação a ser seguido; os dados e informações que são reunidos fornecem embasamento para as tomadas de decisões; é possível obter uma visão segura do mercado quando se deseja definir um segmento ou um novo nicho para investir; ou, até mesmo, ser usada no dia a dia para monitorar a empresa.

Ter esse tipo de informação à disposição permite ao gestor alinhar objetivos, traçar estratégias e tomar decisões mais assertivas, uma vez que seriam embasadas nas próprias características levantadas e analisadas da empresa e do mercado.

Abaixo seguem listados alguns, mas não os únicos, benefícios diretamente ligados aos indicadores de força, fraqueza, oportunidades e ameaças:

  • Evita a “morte” prematura da empresa;
  • Entendimento das limitações que a empresa possui;
  • Compreensão dos pontos fortes do negócio a serem explorados para ganhar vantagem sobre a concorrência;
  • Identificação de fraquezas da organização que devem ser trabalhadas de forma a não evoluírem para um problema maior;
  • Percepção de brechas deixadas pela concorrência passíveis de serem exploradas;
  • Identificação de oportunidades emergindo no mercado que poderiam passar despercebidas;
  • Previsão de situações que poderiam ameaçar a empresa de forma que seja possível se preparar para isso;

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