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A Mediação de Conflitos nas Empresas e o Papel do Mediador



26/04/2017, POR Autor Diretoria de Gestão de Pessoas


Um dos grandes desafios dos profissionais que atuam na área de Gestão de Pessoas é a mediação de conflitos, pois é exigida uma sensibilidade por parte do gestor para que consiga estimular a resolução do conflito, compreendendo, assim, o papel de mediador. Este é o responsável por lidar com o conflito em questão, auxiliando os envolvidos a se comunicarem, negociarem e alcançarem uma solução.

Mas como realmente funciona a mediação de conflitos?

Segundo a psicóloga Stella Breitman e a advogada Alice Porto (2001), em seu livro “Mediação Familiar”, a mediação atribui aos envolvidos no conflito uma autonomia para que estes tomem suas próprias decisões, de modo que reflitam sobre a situação e sobre quais ações podem e devem ser tomadas. Desse modo, a mediação deve ser realizada por uma pessoa que não se encontra envolvida no conflito e que seja imparcial, para facilitar o alcance de um acordo.

O conceito de mediação atrelada a uma situação de conflitos pode seguir vertentes como resolução de conflitos, acordo, comunicação ou transformação, sendo que nessa última o foco é transformar a situação sem a intenção primeira de realizar um acordo entre as partes envolvidas. Porém, deve-se saber que a mediação de conflitos é um processo complexo e não é recomendado ser trabalhado simplesmente atrelado a esses conceitos.

Uma iniciativa de destaque ao tema mediação de conflitos é a FGV Mediação, da Fundação Getúlio Vargas, que tem como ponto central a resolução consensual de conflitos e disputas por meio da gestão estratégica de conflitos. O objetivo dessa iniciativa da FGV é promover boas práticas na mediação de conflitos através de serviços especializados na área em diversos setores, desde tribunais até pessoas físicas ou jurídicas.

Como o mediador deve se portar?

Quanto ao papel do mediador, é importante apontar que ele não é um juiz nem negociador, tampouco é um árbitro, pois não cabe a ele decidir pelas partes envolvidas ou impor um veredicto. Porém, cabe ao mediador ser imparcial, estimular uma reflexão nos envolvidos sem propriamente tomar a decisão, de modo que estes alcancem soluções que melhor se adaptam à situação. Assim, entende-se que tudo que seja relacionado ao conflito deve ser trabalhado pelas pessoas diretamente associadas a ele.

Por fim, o mediador não deve julgar a situação nem as partes envolvidas; mas sim, conhecer o significado de uma solução viável que beneficie todos os envolvidos; garantir uma estabilidade para as conciliações e uma imparcialidade quanto a elas; estimular uma reflexão produtiva atada ao respeito; e, principalmente, dirigir a mediação dos conflitos de forma neutra, com uma comunicação direta e controle.



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